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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Conferências de Wenders e Lynch no "Fronteiras do Pensamento"

Dois dos maiores nomes do Cinema contemporâneo (e de todos os tempos, por que não?) estiveram em Porto Alegre em agosto nas conferências "Fronteiras do Pensamento".

Lynch foi acusado de pouco falar de Cinema, já que aproveitou a oportunidade para lançar o seu livro "Em águas profundas", mais voltado para a meditação (que pratica há 30 anos) do que para o Cinema.

Já Wenders mencionou a existência de dois tipos de Cinema: o internacional, que circula pelas grandes capitais do mundo, e o local, feito em todo o mundo, "que não viaja". Wenders deixou um recado na sua conferência: "apóiem seus cineastas, apóiem a cultura cinematográfica local, apóiem o pequeno".

A prof. Andréa Schonhofen, do curso de "Cinema e Animação" da UFPel, prestigiou as duas conferências e veio ao "Trilhas" para compartilhar o aprendizado dessa experiência.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

David Lynch


O cultuado Lynch é tema do Trilhas desta quarta-feira!!

David Lynch começou fazendo curtas na década de 1960. Seus primeiros trabalhos foram extremamente experimentais e lhe abriram gradativamente as portas para as grandes produções.

Em 1977, faz seu primeiro longa: "Eraser Head". Segundo o Prof. Michael Kerr, Kubrick disse que foi um dos melhores filmes já feitos!!

Depois disso a carreira variou entre sucessos e fracassos: "Veludo Azul" (1987) ganhou Oscar de melhor filme; "Coração Selvagem" (1990) venceu Cannes; "Duna" (1984) foi fracasso de público e crítica.

No início da década de 1990, Lynch escreveu e dirigiu (alguns episódios) a série "Twin Peaks", seriado de grande sucesso internacional, inclusive no Brasil.

Os últimos filmes de Lynch têm acentuado seu caráter abstrato, apostando no uso de narrativas oníricas e não-lineares. "Cidade dos Sonhos" (2001) foi muito bem recebido pela crítica e pelo público que gosta de Lynch.

"Império dos Sonhos" (2007), que já pode ser encontrado nas melhores locadoras da cidade, radicaliza a experiência - diz-se que é o filme mais "aberto" do diretor. Definitivamente, a presença do espectador em "Império dos Sonhos" é imprescindível pra completar o sentido do filme.