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sábado, 30 de agosto de 2008

"Qual é a sua trilha?" - Tomas Passos



Tomas Passos lembrou da trilha do filme "O Poderoso Chefão" (Nino Rota).

Então, o Trilhas tocou!

"Trilhas Entrevista" - Janete Jarczeski



Nesta semana o Trilhas mostrou entrevista com Janete Jarczeski, sócia-proprietária do Cine-Dunas no Cassino e em Rio Grande (sala nova que abriu no final de agosto).

Ela conversou sobre a bilheteria do Cinema Nacional: a procura, as reações, as expectativas.

Foi muito interessante saber as percepções de alguém de dentro do mercado!

Esperamos que gostem!!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A bilheteria no Cinema da Retomada

Os dados de bilheteria mostram que o "Cinema da Retomada" conseguiu conquistar um razoável espaço entre o público, mas que ainda está bastante atrás do sucesso das décadas de 70 e 80.
Talvez seja possível afirmar que o Cinema feito anteriormente (aquele dos grande sucessos de público) seja de menor qualidade técnica e artística.
O inquestionável, porém, é que o processo de fortalecimento do Cinema no Brasil precisa ser feito também junto ao público, e que esta caminhada não pode parar.

No programa conceituamos o "Cinema da Retomada", apresentamos dados dos maiores sucessos de bilheteria do período e conversamos um pouco sobre os 5 maiores sucessos de público desta época: (em ordem) "2 Filhos de Francisco", "Carandiru", "Se eu Fosse Você", "Cidade de Deus" e "Lisbela e o Prisioneiro".
Há ainda entrevista com a Janete Jarczeski, proprietária (sócia) do "Cine-Dunas" Cassino e Rio Grande, que falou da repercussão dos filmes nacionais entre o público que frequenta o "Cine-Dunas".

O programa completo está à disposição no link ao lado.

Legislação e políticas culturais

Programa 10 - 27/9 - A bilheteria no Cinema da Retomada

" Sistema de distribuição do Cinema nacional

O Cinema brasileiro da retomada é marcado pelo financiamento via leis de incentivo. O que é um fenômeno realmente novo no modo de fazer Cinema no Brasil.
Nos anos 70, 80 e 90 a produção no país foi feita principalmente por meio da Embrafilme, uma empresa estatal para fomento do Cinema. Porém, o Governo Collor extinguiu a Embrafilme em março de 1990.
Já houve época, também, em que se fez Cinema no Brasil através de grandes produtoras, nos moldes da produção norte-americana. Uma das maiores foi a "Companhia Cinematrográfica Vera Cruz", na década de 50.
As leis de incentivo têm sido a principal forma de fomento à cultura no Brasil desde o final do século passado. Dentro desse contexto, o Cinema tem apoio especial, através de uma lei específica – a "Lei do Audiovisual",
e ainda assim pode usufruir do mecanismos da Lei Rouanet.
Mas há uma crítica feita a esse modelo de financiamento por causa da distribuição. Não há uma necessidade de retorno financeiro dos filmes: os produtores já são pagos (pelo menos quase totalmente) com a própria produção dos filmes.
Tem outra questão: como os filmes são financiados quase 100% com verba pública, seria de se esperar que chegassem a um grande público: mas, de fato, não é o que vem acontecendo. Vê-se que filmes nacionais com reconhecida qualidade técnica não chegam às salas de Cinema e às locadoras dos lugares afastados das capitais.
A Lei exige uma cota mínima de filmes nacionais nos Cinemas. Porém, esses filmes várias vezes são rodados sem divulgação: também um convite ao fracasso.
Os dados de bilheteria do Cinema da retomada indicam que ainda há um caminho a trilhar no sentido de atrair o público para os filmes nacionais – um desafio de garantir a distribuição e o acesso ao Cinema nacional sem perder a qualidade artística. "

Bruno Leites

sábado, 23 de agosto de 2008

Legislação e políticas culturais

Programa 9 (20/8)- Steven Spielberg.

" OAB manifesta-se contra dispositivo da Portaria nº 4 do MinC

A Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, manifestou-se contra dispositivo da portaria nº 4 do Ministério da Cultura, que trata da documentação e do cadastro de projetos para a obtenção de benefício das leis de incentivo fiscal.
Em documento enviado à Advocacia Geral da União, o presidente da OAB, Cezar Brito, menciona que o parágrafo terceiro do artigo primeiro da portaria afronta as prerrogativas da advocacia.
O texto da portaria permite que a inscrição seja feita por terceiro com procuração, mas restringe a atuação destes procuradores à obtenção de vistas do processo, cópias de documentos, conhecimento das decisões e juntadas de documentos aos autos do processo.
O presidente da OAB argumenta que as restrições ferem as prerrogativas profissionais que estão dispostas no Estatuto da Advocacia e da OAB.
Como o Estatuto é Lei, não é passível de alteração via decreto. Em conseqüência, o disposto no decreto editado pelo Ministério da Cultura seria ilegal.
No documento enviado à Advocacia Geral da União, o presidente da OAB apresenta uma sugestão de mudança do artigo mencionado. Resta agora esperar para ver se a sugestão será acatada, ou se a OAB irá tomar outras providências sobre o caso. "
Bruno Leites

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Trilhas do Cinema - Spielberg

Recebemos o Prof. Michael Kerr para bater um papo sobre um dos mais conhecidos diretores do mundo: Steven Spielberg.

Focamos nos útimos quatro filmes:
(2004)O Terminal
(2005)Guerra dos Mundos
(2005)Munique
(2008)Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Convidado: Prof. Michael Kerr.
Apresentação: Bruno Leites, Ju Recart e Max Cirne.
Técnica de som: Fábio Côrrea.

Download no link ao lado!
Esperamos que gostem!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Série Lei Rouanet - 4ª parte - CNIC

Aqui está a última parte do quadro explicativo da Lei Rouanet (8.313/91).

" A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura - CNIC
Hoje terminamos a breve série em quatro partes sobre a Lei Rouanet. Até aqui falamos da estrutura da Lei, do Fundo Nacional de Cultura e do Mecenato. Resta agora falar de um órgão muito importante para o processamento do incentivo à cultura no Brasil: a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura – CNIC.
A Lei Rouanet possibilita que artistas e produtores consigam verba diretamente com as empresas para os projetos culturais. E as empresas depois podem abater o montante investido no imposto de renda. O mecanismo é chamado de Mecenato.
Acontece que os projetos culturais, antes de saírem ao mercado para buscar a verba, devem ser autorizados pelo órgão competente, que é a CNIC.
A CNIC é formada por representantes de alguns segmentos culturais, como do próprio Ministério da Cultura, do empresariado e de entidades associativas que atuam na área.
A Comissão, que se reúne mensalmente para analisar os projetos, não faz julgamento de conteúdo, mas apenas quanto aos aspectos formais e sobre a possibilidade de autonomia do mercado. Ou seja, projetos com possibilidade de se manter no mercado não devem (ou não deveriam) passar na análise da CNIC.
Recentemente a CNIC não autorizou um show da Maria Bethânia, orçado em quase 2 milhões de reais, por considerar que tinha viabilidade comercial e não precisaria de verba pública. Mas a produtora do show recorreu ao gabinete do Ministério da Cultura e o veto aplicado pela CNIC foi derrubado.
Quem quiser encaminhar projetos ao CNIC pode acessar o site do Ministério da Cultura – http://www.cultura.gov.br/ – e preencher um formulário que está à disposição. Depois é só encaminhar o formulário e a documentação exigida à sede do Ministério em Brasília ou à representação regional, que fica em Porto Alegre.
Encerramos aqui a série explicativa da "Lei Rouanet". A pretensão da série foi oferecer uma explicação geral da estrutura da Lei e dos mecanismos de incentivo previstos. Quem quiser ler todas as partes da série pode acessar o blog do programa: http://www.trilhasdocinema.com.br/. "

por Bruno Leites

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Batman por 3 diretores

Aproveitando o sucesso de "Batmam - o cavaleiro das trevas", conversamos sobre as adaptações do super herói feitas por 3 diretores: Tim Burton, Joel Schumacher e Cristopher Nolan.

Fizemos um rápida votação no programa. Ficou assim:

Melhor Filme: "Batman - o Retorno", de Tim Burton - unanimidade
Melhor Batman: Cristian Bale, em "Batmam - o Cavaleiro das Trevas" - unanimidade
Melhor vilão: Heath Ledger, por Coringa em "Batmam - o Cavaleiro das Trevas" (2x1 - Max votou em Danny deVito, por Pinguim em "Batman - O Retorno")
Melhor "affair": Michelle Pfiefer, Mulher-gato, em "Batman - O Retorno" (unanimidade)

Aproveitem para ouvir e baixar o programa completo no meun ao lado.

Qual é a sua trilha?



Roberta Correa pediu "Singin' in the rain", com Gene Kely.

Série "A Lei Rouanet" - 3ª parte - Mecenato

Nesta semana a terceira e penúltima parte da série.

"
O mecenato
O mecenato é a forma de incentivo em que a pessoa ou empresa transfere dinheiro para o projeto cultural e depois abate este valor do que deveria pagar de imposto de renda. O abatimento pode ser parcial ou total.
Existem dois tipos de mecenato: a doação e o patrocínio. A diferença entre eles é de que no patrocínio o incentivador pode obter retorno de marketing sobre o projeto cultural. Ou seja, o incentivador vincula a sua marca com aquele produto.
Na doação, isso é impossível. Na doação, não pode haver exploração do produto em termos de marketing. Em ambas as formas, está vedada a exploração comercial, a obtenção de lucros em decorrência daquele projeto.
A Lei Rouanet prevê percentuais distintos de abatimento do imposto de renda. Para pessoas físicas, é permitido o abatimento de 60% de patrocínios e 80% de doações. E para pessoas jurídicas é permitido o abatimento de 30% das doações e 40% dos patrocínios.
Além disso, as pessoas jurídicas podem lançar todo o valor do mecenato como despesa operacional para o cálculo do imposto de renda, o que é outra vantagem importante. Isso significa que a empresa não pagará imposto sobre o valor da doação ou do patrocínio.
Mas a Lei Rouanet prevê outra forma de mecenato, que gera sérias polêmicas. Segundo o artigo 18 da Rouanet, há algumas áreas culturais que autorizam a dedução de todo o valor aplicado, tanto na doação como no patrocínio. Quer dizer, o incentivador transfere o dinheiro para o projeto e depois é descontado no imposto de renda sobre tudo o que aplicou.
Neste caso, a empresa não pode lançar o montante como despesa operacional. Portanto, há cobrança do imposto de renda sobre o total aplicado.
O benefício é concedido para mecenato nas seguintes áreas: artes cênicas; livros de valor artístico, literário ou humanístico; música erudita ou instrumental; exposição de artes visuais; doações, treinamento de pessoal e aquisição de equipamentos para acervos públicos; produção de cinema em curta e média-metragem e difusão do acervo audiovisual; preservação do patrimônio cultural e material; e construção e manutenção de salas de cinema em cidades com até 100 mil habitantes.
Como visto, o rol é bastante amplo.
O problema desse mecanismo é que não há injeção de dinheiro da iniciativa privada na área cultural. O valor destinado à cultura sai inteiramente dos cofres públicos, porque seria montante certo nos caixas do Governo.
Aqui, se perde uma das justificativas dos mecanismos de incentivo indireto à cultura: trazer dinheiro da iniciativa privada para o setor.
O argumento dos que defendem a Lei Rouanet mesmo com desconto de 100% é de que esta é uma forma de garantir um investimento mínimo na área cultural. Porque, se o montante caísse nos cofres do Governo, provavelmente não seria destinado para a Cultura.
De qualquer maneira, esta parte é uma das mais controversas na Lei e talvez seja alvo das reformulações planejadas pelo Ministério da Cultura.
O “Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura” sugeriu que o mecanismo fosse revisto e que se concedesse a dedução integral apenas para projetos específicos e não para áreas genéricas. Ou seja, qualquer área poderia ser beneficiada com a dedução integral, mas o projeto teria que receber um selo da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura. O selo seria um comprovante de que o projeto é de interesse público e de que precisa de maior apoio governamental.
Talvez este seja mesmo um bom caminho para a reforma da Lei Rouanet, claro que conjugado com outras reformas. Assim, se evitaria que projetos com maior potencial de mercado fossem beneficiados com a dedução integral, mas se manteria o mecanismo que garante a aplicação de milhões de reais todos os anos na área cultural. "
por Bruno Leites

quarta-feira, 23 de julho de 2008

David Fincher

O quinto programa vem com David Fincher.

São 8 os filmes do diretor:

1984 - The beat of live drum (documentário não lançando no Brasil)
1992 - Alien 3
1995 - Seven
1997 - Vidas em jogo
1999 - Clube da Luta
2002 - O quarto do pânico
2006 - Zodíaco
2008 - The curious case of Benjamin Button (ainda não lançado)

No quadro "Qual é a sua trilha?" o prof. Mishou pediu o "Tema de Lara", do "Dr. Jivago".
E foi a estréia da Ju Recart (antes produtora) na apresentação do programa.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Digitalidade audiovisual

Trilhas do Cinema hoje com Guilherme Rosa e Michael Kerr.

Falamos sobre o impacto do digital (se vai substituir completamente a película), sobre os interesses políticos das produtoras e distribuidoras em manter o cinema analógico, sobre o movimento DOGMA 95, sobre o "creative commons", entre outros assuntos que surgiram durante a conversa.
Quem não ouvir hoje, pode ouvir no sábado - sempre às 18h na Federal FM.

Clique aqui para acessar o site da rádio e ouvir ao vivo on-line.

O "Legislação e Políticas Culturais" comentou a inserção do digital nos programa do Ministério da Cultura, aproveitando o tema e também um trecho do filme "Sal de Prata" do Gerbase que trata dessa comentada transição. Ali a personagem Veronese discute com outros cineastas sobre a possibilidade de incluir filmes digitais para participar de um edital. Como vimos, essa discussão hoje em dia tá um pouco superada (pelo menos na política adotada pela atual gestão do MinC).

No "Qual é a sua trilha?" o professor Cilon pediu duas músicas, totalmente diferentes entre si: os temas dos filmes "E o vento levou" e "Easy rider". O resultado ficou muito bom!!

Esperamos que gostem!!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O início da linguagem cinematográfica

Pessoal, Trilhas na segunda edição (sem contar o piloto do Kubrick), com Valter Sobreiro.

O programa discutiu conceitos do início do Cinema e alguns diretores que constituíram a linguagem cinematográfica: Meliès, Pastrone e Griffith.

Esperamos que gostem!

Comentário, críticas, sugestões. Tudo é bem vindo!

Sábado tem reprise, às 18h!
Até lá.